(... ... ...)
Talvez eu me sente aqui a vida inteira
Nessa mesma mesa
Isso
No fundo do bar
E não pedirei nada
Nem água, nem conselho
Não vou botar língua pra criança
Muito menos ler as notícias do dia
É aqui
Nesse banco um pouco torto
Em frente aquela mesa verde
Já multipliquei os azulejos
Mas não adianta
Não vai passar
Eu já nem vejo graça nas galochas
Se o que ouvi é verdade
Se cada verso é uma lágrima
Rasgarei todos os poemas
Escrevo em prosa, mas não te deixo chorar.

5 Comments:
Nao rasga os poemas n!!!!! Posta eles antes pra gnt poder ler!!!
Nada de reginaldo rossi, definitivamente n, nem tao literal como a verdade do Zigomar Jr, mas como diria chiclete com banana: "Diferentemente lindo/ Surpreendentemente belo"! Nem preciso dizer q adorei o poema!
Bjs!
Ei guria???????
Assim não vale, são muitos predicados pra uma pessoa só, esse teu lado é misterioso e grandioso.
Meu marido também adorou o poema, também não é pra menos.
Beijão e sucesso.
ficou faltando somente uma fogueira para encerrar de vez o motivo das lágrimas. é tão interessante esse texto. tem umas contradições lindas. ;*
pipoca?
acho mesmo que de tempo em tempo a gente tem que deixar umas coisas queimar. a gente. mas me fala das contradições que você gosta?
Já ia mesmo perguntar o porquê de estar em verso se a construção era toda em prosa. Bacana. Metalinguagem sem ser escancarada.
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