Fiz um!

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Saturday, June 02, 2007

(... ... ...)

Talvez eu me sente aqui a vida inteira
Nessa mesma mesa
Isso
No fundo do bar
E não pedirei nada
Nem água, nem conselho
Não vou botar língua pra criança
Muito menos ler as notícias do dia
É aqui
Nesse banco um pouco torto
Em frente aquela mesa verde
Já multipliquei os azulejos
Mas não adianta
Não vai passar
Eu já nem vejo graça nas galochas
Se o que ouvi é verdade
Se cada verso é uma lágrima
Rasgarei todos os poemas
Escrevo em prosa, mas não te deixo chorar.

5 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Nao rasga os poemas n!!!!! Posta eles antes pra gnt poder ler!!!

Nada de reginaldo rossi, definitivamente n, nem tao literal como a verdade do Zigomar Jr, mas como diria chiclete com banana: "Diferentemente lindo/ Surpreendentemente belo"! Nem preciso dizer q adorei o poema!

Bjs!

10:11 PM  
Blogger Unknown said...

Ei guria???????
Assim não vale, são muitos predicados pra uma pessoa só, esse teu lado é misterioso e grandioso.
Meu marido também adorou o poema, também não é pra menos.
Beijão e sucesso.

3:30 PM  
Blogger Guaraná said...

ficou faltando somente uma fogueira para encerrar de vez o motivo das lágrimas. é tão interessante esse texto. tem umas contradições lindas. ;*

12:07 PM  
Blogger ínzia said...

pipoca?

acho mesmo que de tempo em tempo a gente tem que deixar umas coisas queimar. a gente. mas me fala das contradições que você gosta?

1:10 PM  
Blogger Marco Anhapoci said...

Já ia mesmo perguntar o porquê de estar em verso se a construção era toda em prosa. Bacana. Metalinguagem sem ser escancarada.

7:07 PM  

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