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Sunday, August 19, 2007

#

rasgando.






E não é raro ter certeza: estamos condenados.
na verdade é o que sempre acho.
mesmo quando nos presenteamos.
mesmo quando nos olhamos com carinho
não é raro sentir o peso de um tapa ou de um suspiro
- sinto os pulmões como a ponta dos dedos.
e não é raro dizer o que não sentimos.
como não é raro brigarmos por tudo que nos passou.
fomos atropelados. por tantos.
e quase sempre nos atropelamos.
sem gritos ou dor, somos silenciosos.
cortantes e quebradiços como gelo.
raro sermos nós mesmos.
e talvez eu não os reconheça na rua, sem defesas, problemas e medos.
e talvez eu nunca saiba suas cores prediletas, seus sonhos,
quem foi seu grande amor.
porque eu não quero saber só o que sentimos juntos.
e sempre acho que estamos condenados.
um de cada vez. todos ao mesmo tempo. uns aos outros.

me pergunto se sabemos rir. ainda. e sem chorar.
não somos tristes, sabemos vestir alegrias,
mas algum dia seremos livres?
não é raro achar que estamos condenados:
um de cada vez, uns aos outros.
e por estarmos todos. talvez isso nos liberte.

3 Comments:

Blogger Unknown said...

This comment has been removed by the author.

9:46 AM  
Anonymous Anonymous said...

adorei especialmente a última estrofe.... li e reli, li e reli... muy bela!

9:46 AM  
Anonymous Anonymous said...

Condenados a q, eh o q eu me pergunto! Talvez a se sujeitar, e mtas vezes nem eh pelo q vale a pena. Dai eh castigo! Mas ninguem eh condenado se n tem culpa, nem q seja a culpa de n ter esclarecido o mal entendido! Realmente discordo de q todo mundo eh inoscente ateh q se prove o contrario! Ningem eh inoscente!

5:14 PM  

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