Fiz um!
Tá feito e é para ser comentado!
°°
{das cartas que não se escreve}Ouvi canções. ando me divertindo com palavras. sempre soube dessas silenciosas que não se forçam a fazer ouvir. O devir meu bem. de repente é o nada que me encanta. E o que me falta não é senão o que eu ainda posso ter. E morrerá de rir se vier a minha casa. Rabisquei as paredes brancas de giz, da mesma cor. Da mesma cor que não se vê, ainda que já esteja, há muitos e muitos anos, guardada nos nossos olhos. ri comigo. se dá certo ou errado eu já não sei. sorri que perdura e resiste. e pisca, porque é na pálpebra que se lê: ora, já não existe.
°
Talvez um pouco a mais. Não sabia o gosto do pretérito. Ou fingia que era doce. Essas pretensões bobas. Sabia de olhar. Ainda que olhasse. E não gostava das coisas baratas ao português e caras à fala. Ou talvez as ignorasse sem motivo. Dominava-se por alguns jogos e escravizava certas palavras. Deleite próprio. Ainda que de coisas alheias. Amava demais. Lisuras e caracóis. Esses instantes embolados, sujos e rasgados. Ainda que pensasse menos girava mais. Sem direção, a não ser aquele laço. Esses que se dão sem ver, com os olhos mirando outras fitas. Sem padrões. Nem xadrez nem quadriculado. Sem estampar nos risos. Sem gargalhar. Essas contenções bobas. Dizia que o poema era meu, toma! Mas eu insistia em olhar para o laço. Mesmo sabendo. Mesmo sem olhar. Diz, dá?
;
Dizem por aíQue nãoQue talvezSeja assimDo seu ladoMas em mimPorque nãoHá de ser Tão caladoO perdãoQue digo meuQue tenho seuNao vale: é fiadoSeu perdoar? Não sei.Não se trancaQuem se abreSe nao há fechaduraO perdão é uma linhaQue você traçaE me descosturajaneiro 2007