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Quando eu era pequeno
O vento me segurou pela mão
Sem perguntar o que eu achava
Fechou meus olhos
E pediu que eu visse as folhas
Eu com as mãos em ventania
E os olhos em brisas que desconheço
Imaginei as folhas secas
Misturadas
E sujas
Empoeirando meus ombros
Girando ao meu redor
E não é que por um instante
quando eu ainda era pequeno
no segundo
o intacto segundo em que o vento deixou minha mão
faltou-me o ar para chamá-lo
E desde então eu assopro sílabas soltas
na esperança que ele saiba
que uma das folhas se prendeu no meu bolso
e com as mãos ainda em ventania,
não tenho como libertá-la.

4 Comments:
eu sou cabeça-de-vento.
"Sopra demais o vento
Para eu poder descansar
Há no meu pensamento
Qualquer coisa que vai parar
Talvez esta coisa da alma
Que acha real a vida
Talvez esta coisa calma
Que me faz a alma vivida
Sopra um vento excessivo
Tenho medo de pensar
O meu mistério eu avivo
Se me perco a meditar
Vento que passa e esquece
Poeira que se ergue e cai
Ai de mim se eu pudesse
Saber o que em mim vai"
Fiz uma !
Siga ; não existem sinais fechados para quem sabe voar.
Salve a vida do que só se vê sentindo.
POEtiza meu coração.
Parou pq ?
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