Fiz um!

Tá feito e é para ser comentado!

Tuesday, June 20, 2006

Outubro.

Foi com a perda
aprendi
talvez fiquem apenas os ganhos.
A memória tem mesmo uma caixa de lápis de cor
E o sangue corre como aquarela,
deixando aqui e ali
pinceladas daqueles tempos
marcam mas nunca mais voltam.
Pronomes injustos.
Tudo que nos distanciava
desaparece
unha e carne sempre
e ficamos sem entender
cicatrizes são feitas de giz?
Num sopro a gente se esvai
perdoa o que a presença feriu
se reconforta com a distância
mas querer mesmo, é ter de volta
e não pode
não consegue
por mais que acredite
resta o inteiro
o amor que faz sentir falta
a lição que não recebe nota
a melodia sem graça
e a vontade de rir disso tudo.
Mas o olhar não deixa
não no mês das crianças.

Sunday, June 04, 2006

... ... ... ...

Acordei com saudade
não do que fui
mas de tudo que já me foi
Não é pesar
muito menos tristeza
talvez um sinônimo
qualquer coisa de melancolia.
Saudade surpresa
de um pedaço que me privei
mas que não se livrou de mim.
Tudo parado e quieto
um dispositivo
ao dispor do presente,
nessa vontade escondida
daquilo que nos é passado.